VAMOS INSTAGRAMAR?

Falar sobre Instagram já não é algo desconhecido nas nossas vidas. E falar sobre o Instagram é também referir uma vida social paralela que co-habita com grande parte da população mundial. E que tem a sua própria personalidade, perspetiva, modelo e regras de relacionamento.

Confesso que uso e que partilho de alguma conexão positiva com esta rede social que alcança tantas pessoas, em tão poucos milésimos de segundo. Aprecio a fotografia, as imagens, a capacidade imediata de podermos passar uma mensagem, de podermos estar perto. E até, do ponto de vista de comunicação profissional, tornou-se uma ferramenta de trabalho única, de pesquisa e até de promoção daquilo que vai acontecendo com relevância.

Olá Lisboa #backhome #mixpatterns #myway

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Será sempre subjetiva, esta linha que separa aquilo que é supérfluo, daquilo que tem realmente consistência. E cada um deverá criar a sua própria estrutura mental e emocional deste mundo cor de rosa que pode ser pintado de qualquer cor, a qualquer hora e sem ligar a grandes normas de conduta.

 

The #Fall15 #Lockbag is in stores now. Image via @styleheroine

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É nesse limite que me prendeu a atenção, o sucesso de uma conta no Instagram, de uma menina com apenas 3 anos, que é já um verdadeiro fenómeno nesta rede social. E esta criação de um ícone instantâneo e de ligação direta com milhares de pessoas é determinante para compreendermos a força viral destas redes na nossa contemporaneidade. E sobretudo aquilo que efetivamente se torna mais ou menos relevante para o consumo dos públicos. Com apenas 3 anos de Pixie Curtis, a “princesa do Instagram”, tem perto de 100 000 mil seguidores na rede social, filha de Roxy Jacenko, uma relações públicas australiana. Aos 2 anos de idade, a pequena estrela já tinha a sua própria linha de acessórios para o cabelo e cobrava 200 euros por publicação com publicidade.

 

 

São estes casos de sucesso enorme que nos colocam a pensar nas fronteiras que existem e na própria perversidade deste sistema. Encontramos imediata ligação afetiva e a natureza humana sente carinho, por imagens preciosas de crianças em pose de graúdos. E não é à toa que se diz que tudo o que é “pequeno tem graça”. E não é só este caso o único. São vários os exemplos de insta pop star um pouco por todo o Mundo. Adolescentes que avançam pelos mais de 50 0000 followers, em pouco mais de um mês.

 

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Check out this months @nytimesfashion

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Assumindo que os mercados evoluíram para uma nova maneira de chegar mais perto, de querer tocar e influenciar os públicos fora das lojas e imprensa convencional. Lado a lado com o dia a dia real, fresco e original que as novas tecnologias permitem. E é tão fascinante estarmos a viver e a presenciar todo este desenvolvimento. Que também nos muda a nós. E à forma como nos relacionamos. E comunicamos. Para o bem e para o mal. Bendito Instagram?!