A entrevista de Emma Watson a Malala

Depois de um discurso poderoso sobre a igualdade de género, no evento HeForShe, na sede das Nações Unidas, foi na passada quarta feira, dia 4 de novembro que Emma Watson, que para além de atriz também é Embaixadora da Boa Vontade da ONU,  teve a oportunidade entrevistar outro dos grandes nomes do feminismo: Malala Yousafzai, a ativista Paquistanesa para a educação feminina de 18 anos que, no ano passado, se tornou a pessoa mais jovem a receber um Nobel da Paz.

A conversa aconteceu no âmbito da apresentação do documentário He Named Me Malala, inspirado na história de Yousafzai – da tentativa de assassinato dos Talibãs à estudante Paquistanesa, quando esta tinha 15 anos, por ser contra a proibição de educação feminina, ao discurso de Malala nas Nações Unidas.

As duas jovens reuniram-se durante o ‘Film Festival premiere’, que é dirigido aos jovens. Assim, em frente a 10.000 alunos, falaram sobre a importância da educação, da igualdade e do trabalho da organização do Yousafzai, O Fundo Malala, numa conversa que passou em direto para mais de 80 escolas no Reino Unido.

Uma entrevista maravilhosa que teve um dos seus pontos altos quando Malala agradeceu a Watson por esta a ter ajudado a tornar-se numa feminista. De facto, Malala reconheceu que a palavra feminismo pode ser complicada, por ser associada a um lado mais pejorativo, e daí a sua hesitação em dizer que era feminista. Contudo, foi depois de Malala ouvir o discurso de Watson no evento HeForShe – “Se não agora, quando? Se não eu, quem?”, que entendeu não haver nada de mal em intitular-se feminista. Afinal, “feminismo é outra palavra para igualdade.”

Importa perceber que o feminismo não prega a superioridade das mulheres sobre os homens, mas sim a igualdade económica, política e social dos sexos.

Ao longo da entrevista, Malala mostrou por que é uma jovem de causas e o sentimento de orgulho que tem pelo pai:

“O meu pai é um exemplo para todos os pais e homens em geral… Se nós queremos igualdade, igualdade de direitos para as mulheres, os homens precisam dar um passo em frente. Se reclamamos que as mulheres não têm os mesmos direitos, significa que tudo tem sido feito pelos homens. Eles precisam voltar atrás e dizer: ‘Nós queremos apoiar. Isto não pode continuar a acontecer’. Todos nós precisamos de andar juntos. É assim que a mudança virá”

Convido-vos a ver a entrevista completa e a deixarem-se inspirar no vídeo abaixo 🙂