O imortal

Não queria acreditar quando li a notícia. O coração apertou muito, sentia-me a perder alguém da minha própria família… Será esta a sensação que se tem quando temos ícones na vida? Não tenho a resposta para esta pergunta, nem acredito na idolatração. Mas acredito sim, naquelas almas que nos marcam, que nos inspiram. E que nasceram para criar a diferença e revolucionar padrões. David Bowie partiu. Na noite de domingo, deixou de estar connosco e seguiu para outro lugar. Onde nos observa e continuará certamente a mudar tudo à sua volta. Pelo menos eu sinto isso. Existe algo que me acalma o espírito. É ter a certeza de que a sua luz, legado e construção camaleónica nunca deixarão de existir. Bowie perdurará no tempo. E será sempre um nome incontornável da música, das artes, do glam rock, das personagens criadas. Do vanguardismo, da coragem e da profunda noção daquilo que é ser artista. Daquilo que é derrotar barreiras, ultrapassar costumes e apresentar novas formas de expressão. E é nessa imortalidade que vive o sorriso depois disto tudo. É não querer nunca sentir que o perdi.

I don’t know where I’m going from here, but I promise it won’t be boring.

David Bowie

David Bowie nasceu a 8 de janeiro de 1947, em Londres e foi através do irmão Terry que contatou com o mundo da música e com o poder da Beat Generation e do experimentar tudo. Provocador, enigmático e inovador, Bowie foi um dos músicos mais influentes de sempre, com um estilo ímpar que teve a década de 60 como apogeu pela abertura de horizontes ao viver várias experiências na música, cinema e budismo. Também foi ator, produtor discográfico e ícone de moda que usava para provocar. Autor de álbuns como “Heroes” (1977), “Lodger” (1979) e “Scary Monsters” (1980), foi em 1972 que  chegou ao primeiro lugar com “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spider From Mars”, um disco que conta a história da personagem Ziggy Stardust, um extraterrestre bissexual e andrógino transformado em estrela de rock que acabaria por ser apenas uma das muitas personalidades que adotou ao longo da carreira, como Aladdin Sane ou Duque. Vendeu aproximadamente 136 milhões de discos em todo o mundo e o seu legado nunca será esquecido.

Long live David Bowie.
O único.
O imortal.

Aqui fica uma das minhas músicas favoritas para recordar: