Nicolau Breyner. O único.

Ainda me lembro como se fosse hoje. Ia entrevistar o grande Nicolau Breyner. Senti aquela mistura boa de quente e frio ao mesmo tempo. Tanta admiração junta, não poderia comprometer o meu trabalho e lado profissional. Cheguei à SP, onde o Nicolau estava a protagonizar uma novela para a SIC. Eu estava ainda há pouco tempo no canal e, para mim, era algo único poder estar perto deste grande Homem e Ator. E, sobretudo, grande Ser Humano! Cheguei perto. Mais perto ainda. E rendi-me ao seu encanto. À sua generosidade. À sua humildade. Que ainda hoje me inspira em vários momentos.

Nicolau Breyner sempre foi um ser especial. Eu, pelo menos, sentia sempre isso quando estávamos juntos. Quando nos encontrávamos e trocávamos palavras. Dotado por uma capacidade única de nos emocionar, de nos fazer rir, de nos fazer pensar, questionar e viver a vida sem arrependimentos. Só a empurrá-la para a frente. Da última vez que falámos, contava-me os imensos projetos em que estava envolvido. E os seus olhos brilhavam com aquele prazer que lhe reconhecíamos.

Tão bom estar perto de ti Nicolau. Todos te sentíamos como nosso. Da família. De casa. Ainda por cima, os teus traços lembram o meu próprio pai. Partiste ontem. Deixaste tudo isto, porque certamente tens outro Mundo à tua espera. E eu sei que estarás sempre bem. Porque nunca mereceste menos do que isso.

Obrigada por tudo o que nos deste. Este Mundo sem ti fica mesmo mais vazio. E sem a tua gargalhada e solidez, ficamos a pensar em ti a cada segundo.

Até sempre Nicolau!