Carta ao meu Amor

Carta ao meu Amor

Ainda não passou uma semana desde que chegaste. Do meu corpo e alma para este lugar, cá fora. Mas sinto que sempre te tive na vida. Compreendo agora o que é perder as forças quando me olhas, quando fazes expressões, quando me pedes tudo… E eu só quero dar-te tudo. E, mesmo assim, sinto que vai ser sempre pouco o que te dou, por tudo aquilo que és para mim. E para nós. Se choras, as lágrimas caem-me como chuva porque parece que me cortam por dentro. Depois, continuo também a chorar, de felicidade. Fiquei com o coração mole e elástico. Sem limite. Nesta bolha de amor que não quero que expluda, que envolve e que protege toda esta emoção e força que eu e o teu pai tanto sentimos e preservamos. Sim, na manhã de 22 de Setembro escolheste chegar. Porque assim o quiseste, e eu esperava-te ansiosamente.
Meu filho, meu sangue, meu tudo. O meu mundo já tinha mudado quando soubemos de ti. E, agora, continua a mudar. Segundo após segundo, na descoberta de ti, das tuas necessidades e de querer estar à altura do que mereces. Achas que dá para engarrafar o teu cheirinho de bebé?
Quero ser a melhor mãe do mundo para ti. Dar-te a lua e as estrelas, contar-te tudo o que existe, mas dar-te espaço para viveres por ti. Falar-te da vida, da liberdade e do amor. E desejar que o teu espírito tenha sempre força, bondade e curiosidade sobre o mundo.
Meu filho, tudo se transformou e és tu que realmente importa. És o que me importa. E nos importas. E enquanto te escrevo tudo isto, já sabes que choro não sabes? A mamã é assim… Sente-se a transbordar de amor por ti.

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