Gravidez | 4 razões para preservar as células estaminais

Gravidez | 4 razões para preservar as células estaminais

Neste momento tão especial da minha vida, em que aguardo ansiosamente o meu bebé, a criopreservação das células estaminais tem sido um assunto em que tenho reflectido bastante. É uma decisão muito importante e deve-se ter em consideração todas as informações possíveis, de forma a perceber o caminho mais acertado e seguro. É importante ler e falar com os mais entendidos. Eu já o fiz e fiquei a perceber o quão importante este passo é. Por isso, hoje, partilho convosco a verdadeira importância da criopreservação e as razões pelas quais devemos fazer esta escolha tão importante para o nosso amor. Eu já fiz a minha.

#1 As células estaminais são colhidas no momento do parto e podem ser usadas mais tarde em caso de necessidade.
O parto é o único momento em que pode ser feita a colheita das células estaminais do cordão umbilical. A colheita é indolor para o bebé e para a mãe. Até 72 horas depois do parto as células chegam ao laboratório de criopreservação escolhido, onde são processadas e mantidas a baixas temperaturas para que as suas características não se alterem. Os estudos afirmam que se mantêm viáveis por 25 anos.

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#2 As células são utilizadas no tratamento de doenças.
Existem dois tipos de células estaminais: as do sangue do cordão umbilical e as do tecido do cordão umbilical. As primeiras tratam doenças do sangue e do sistema imunitário. As segundas, são muito úteis terapeuticamente no tratamento de, por exemplo, doenças auto-imunes. Hoje em dia, são já mais de 80 as doenças em cujo tratamento podem ser utilizadas células estaminais do sangue do cordão umbilical.

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#3 As células estaminais preservadas podem ser usadas por familiares compatíveis
Existem dois tipos de utilização das células estaminais: a autóloga e a alogénica. Na utilização autóloga, são utilizadas as células estaminais do próprio. Esta opção é preferida nas doenças que podem ser tratadas com células estaminais do próprio por evitar complicações de incompatibilidade. Na utilização alogénica, o doente é tratado com células estaminais de outra pessoa compatível. O dador, pode ser familiar ou não, do doente. Porém, o sucesso do transplante é superior quando ambos (dador e doente) são familiares.

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#4 A utilização de células estaminais do cordão umbilical é uma realidade evidente em todo o mundo
O 1º transplante com sangue do cordão umbilical foi realizado em 1988, em Paris, entre dois irmãos no tratamento de um caso de anemia de Fanconi. Desde então, já foram realizados mais de 40 mil transplantes recorrendo às células estaminais do sangue do cordão umbilical, para o tratamento de doenças oncológicas, deficiências medulares, doenças metabólicas, imunodeficiências, hemoglobinopatias, entre outras.

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