Criopreservação | As diferenças entre: o sangue e o tecido do cordão umbilical

Criopreservação | As diferenças entre: o sangue e o tecido do cordão umbilical

Ouvimos falar constantemente da importância da preservação das células estaminais dos nossos bebés. Eu, que tomei a minha decisão em relação a este tema, já não tenho dúvidas sobre como será benéfico para todos na família. Mas o que devemos guardar: o sangue ou o tecido do cordão umbilical? A criopreservação dá-nos uma opção de tratamento adicional em caso de necessidade. Por isso, quero partilhar convosco que o cordão umbilical é rico em 2 tipos de células, para que também vocês fiquem esclarecidos quanto às suas diferenças e benefícios. 🙂

 

  1. Sangue do Cordão Umbilical

O sangue do cordão umbilical é uma fonte muito rica em células estaminais. Particularmente, em células estaminais hematopoiéticas, as que dão origem a todas as células do sistema sanguíneo e imunitário, por exemplo: glóbulos vermelhos, monócitos e linfócitos. As células estaminais do sangue do cordão umbilical têm a mesma função que a medula óssea, podendo por isso ser usadas em doenças tratáveis com medula óssea.

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  1. Tecido do Cordão Umbilical

O tecido do cordão umbilical é outra fonte muito importante de células estaminais, as células estaminais mesenquimais. Estas têm a capacidade de regular a resposta do sistema imunitário e aumentar a probabilidade de sucesso dos transplantes, quando utilizadas em conjunto com células estaminais hematopoiéticas. O co-transplante ainda não é um procedimento de rotina na prática clínica, mas tem sido feito pontualmente com resultados promissores.

O maior potencial das células estaminais do tecido reside no âmbito da medicina regenerativa, ou seja, na criação de tecidos e órgãos. A par disso estão a ser investigadas para o uso no tratamento da diabetes tipo 1 e em doenças auto-imunes.

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Assim, as células do sangue do cordão constituem hoje uma opção válida para tratamento e são cada vez mais utilizadas. Tal como as células do tecido, que poderão vir a ser a base para tratamentos de novas doenças.