Marielle Franco: a mulher de todos nós

Marielle Franco: a mulher de todos nós

2018 é: evolução (tecnológica e dos Estados), inteligência (artificial e de todos nós), democracia (real e que nos valha) e igualdade (…vamos a votos!).

Curioso: ainda hoje me perguntam se faz sentido continuar a celebrar o Dia da Mulher. Não, não estou atrasada – sei que foi há uns dias. Mas hoje repito-me e recordo. Porquê? Porque esta noite de quarta-feira serviu para justificar a importância de se continuar a levar ao alto os punhos fechados no 8 de março.
Nesta noite de quarta-feira, Marielle Franco, vereadora do município do Rio de Janeiro, foi assassinada. Quatro tiros na cabeça; nove cápsulas de tiros no local. Demasiado gráfico? Que nos sirva de algo.
Marielle, que uma hora antes de ser assassinada escreveu no seu Twitter: “Quantos mais vão precisar de morrer para que essa guerra acabe”, vinha de um evento contra a violência, o racismo e a discriminação. Tinha 38 anos, dedicados à luta por um mundo melhor, igualitário. Um exemplo de mulher brilhante que, através do poder da educação, marchou pelo Brasil e por todos nós. Denunciou a violência e morreu nas mãos dela.
Exige-se investigação. Exigem-se esforços. Exige-se segurança por quem pugna pelos direitos humanos. É por mulheres como esta que o nosso dia faz e fará todo o sentido sempre. É por ela e por tantas outras que nos trouxeram até aqui.

Dá-se-lhe o nome de assassínio político. 2018, és mesmo tu?
O caminho é longo e nós ficámos para o continuar.

Obrigada, Marielle.