Escrever com os sentidos

Escrever com os sentidos

Há certo tipo de coisas na vida que por mais que a tecnologia se esforce, jamais conseguirá substituir.
O prazer da escrita, o cheiro de um livro, o cheiro da tinta da caneta, o toque do papel, o manusear das páginas, o afiar de um lápis! Trata-se daquilo que o mecanismo não alcança: a emoção. A sensação.

Memória, criatividade, sensibilidade. Acontece a desconexão quando se deixa de escrever à mão. Enquanto pegamos na caneta, mexemos automaticamente com os nossos sentidos: há uma ligação directa com o cérebro, que recebe um feedback das acções motoras juntamente com a sensação do toque do papel para depois os nossos olhos reconhecerem a letra caligrafada. Fundamental para qualquer adulto e imprescindível para qualquer criança.

As próprias escolas começam a substituir a escrita pelo computadores. Devemos repensar alguns aspectos importantes: sou adepta e compreendo a rapidez da novas tecnologias, do digital nas nossas vidas e rotinas, percebo a necessidade de introduzir essas novas aplicações na vida das crianças (e é mesmo por onde acredito que caminha o futuro). Mas também acredito que os mais pequenos devem conhecer esse amor pelas palavras e pela escrita.
Como Zaim Kamal, o diretor criativo da Montblanc, diz na entrevista que está aqui no meu blogue: “escrever é físico, está ligado ao coração. Antigamente, quando se escreviam cartas de amor, deitava-se perfume no papel. É sobre isto que falamos: o acto de tocar, de sentir. Usar a imaginação, as energias”. E é mesmo! A própria ciência mostra que a escrita à mão também desenvolve músculos, articulações e que a caligrafia individual pode revelar distúrbios nervosos em estágio inicial.

De repente, é esta a importância da escrita à mão: diz-nos o que somos, como somos. E é a importância também de existirem marcas como a Montblanc que não desistem de nos dar instrumentos para sentir mais e melhor. Como o caso desta última coleção do Príncipezinho. Não é só uma caneta. É tudo o que ela representa e nos faz sentir quando com ela escrevemos. História, inspiração, carinho.

Que nunca desapareçam as cartas de amor. Que nunca se perca a segunda impressão emocional de cada um de nós: a caligrafia.

 

Vestido | Bubbles Company
Jóias | Montblanc
Styling | Rita Pietro Alves
Fotografias | Maria Midões